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BENEFÍCIOS PROTEGEM CASAIS SEPARADOS Famílias poderiam ter mais de 10 mil libras de rendimentos por ano, desde que os pais se divorciassem ou se separassem. A lei como está desenhada prejudica os casais que vivem em conjunto. Senão vejamos: duas pessoas que vivam em juntas e ganhem cerca de £35 mil por ano, separados, embolsam mais 186 libras por semana, um aumento de cerca de 60% em benefícios. Este alerta veio de uma instituição de apoio à família CARE, que acusa o governo de advogar pela separação dos casais, dando mais benefícios aos que o fizerem. Os conservadores, aproveitando esta situação de desigualdade e à grande insistência que as igrejas têm feito para que as crianças sejam educadas no seio de uma família completa, pai e mãe, anunciaram que irão mudar o sistema e criar um sistema de justiça e igualdade para todos, os casais e os pais solteiros. ANTÓNIO CUNHA CONHECE O QUE O CONSULADO DESCONHECE Os portugueses no Reino Unido também estão a ser contagiados pela gripe A, tendo várias famílias sido obrigadas a ficar em casa, disse à agência Lusa o conselheiro das Comunidades Portuguesas. “Já há várias famílias inteiras que estão em casa, a tomar Tamiflu”, contou António Cunha, sem avançar mais dados. Todavia, nenhum destes casos chegou ao conhecimento do consulado-geral em Londres, segundo afirmou o cônsul, José Macedo Leão. Em vez de pedidos de auxílio dos residentes, têm chegado de Portugal e-mails de turistas e grupos que se vão deslocar ao Reino Unido com perguntas sobre a situação. “É bom assim porque ficamos a saber onde estão e os contactos”, congratulou-se o cônsul-geral, José Macedo Leão. As autoridades britânicas estimam que o número de pessoas infectadas com o vírus H1N1 na última semana duplicou para cerca de 100 mil.Segundo dados oficiais, mais de oito centenas de pessoas foram hospitalizadas no Reino Unido devido à gripe A e, pelo menos, 31 morreram desta doença. TODA FAMÍLIA PORTUGUESA RECEBE DIPLOMAS Quando alguém conclui um curso superior, os familiares festejam, mas conseguir que toda a família, pais e filhos, receba os diplomas na mesma cerimónia é uma proeza alcançada pelos Lopes na Leeds Metropolitan University (Leeds Met), em Inglaterra.A filha Joana, 23 anos, abriu caminho ao ingressar na licenciatura em Arquitectura em 2003. O pai Eurico, 48 anos, e a mãe, Arminda, 49, docentes do Politécnico de Castelo Branco, visitaram-na mais tarde e decidiram ali realizar os seus doutoramentos.Com eles viajaram os outros dois filhos, Maria, a mais nova (12 anos), e João (21), que acabou por ingressar também na Leeds Met e concluir a licenciatura em Arquitectura Paisagística. Este ano os quatro estudantes foram o foco de todas as atenções na tradicional semana de graduação, ao receberem juntos os respectivos diplomas - já com Jo Miguel pelos braços, o mais novo membro da família, com três anos, entretanto nascido em Inglaterra.Depois da cerimónia de 17 de Julho, os Lopes foram notícia na imprensa britânica e as fotografias da família em traje académico percorreram o Yorkshire Evening Post, o Daily Mail e o Daily Telegraph.Além do trabalho académico, a família suscitou a curiosidade da comunidade local, porque “não é nada comum estarmos todos na mesma universidade”. Mas como a família se portou tão bem, “decidimos fazer outro filho que nasceu lá, o Jo Miguel”, conta Eurico Lopes. “Acho que não podia ter corrido melhor, apesar de ser difícil”, sublinha, ao descrever o dia-a-dia de “manter os jovens a estudar, com a carga de trabalho associada ao nosso desempenho ao nível da investigação”, decorrente dos doutoramentos.Em Inglaterra, marido e mulher eram também estudantes e colegas: “O pai e a mãe existiam, mas a nossa relação era de colegas. O primeiro a chegar a casa, tomava conta do Jo e era o primeiro a colaborar com o trabalho de grupo”, acrescenta Arminda.Joana, que partira de Castelo Branco aos 18 anos para estudar em Inglaterra, confessa que, “no início”, quando os pais decidiram fazer doutoramento na mesma universidade, “foi estranho”. “Mas foi bom porque estar sozinha lá foi complicado. Assim já tinha a família e falar português em casa também ajudou”, recorda.
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